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COMO MONTAR UMA CARTEIRA EFICIENTE DE FUNDOS DE INVESTIMENTO

Temos visto que no mundo de juros baixos e de muitas incertezas em razão da pandemia do coronavírus, o investidor precisa compreender cada vez mais da necessidade de diversificar os produtos de sua carteira, assumido mais risco visando garantir maior rendimento e, ainda, ampliar seu portfolio com aplicações no exterior para expandir as oportunidades na alocação.


É nesse cenário que os fundos de investimento representam uma alternativa muito interessante ao investidor, pois eles possuem diferentes estratégias com a curadoria de gestores profissionais. E, além disso, com o aumento do número de fundos com objetivos e custos distintos é vital uma análise criteriosa antes de tomar uma decisão.


Quando escolher, recomenda-se evitar, ao máximo, a concentração em produtos de propostas semelhantes, e escolher fundos alinhados com os objetivos e perfil de risco do investidor.


1. Investimento em fundo e/ou de forma direta nos ativos. Os fundos podem se sobrepor à escolha individual de ativos de acordo com o conhecimento do alocador sobre o mercado financeiro, além de sua disponibilidade e disposição para acompanhar os mercados. Assim, se você não conhece a fundo os instrumentos financeiros, ou não tem tempo ou mesmo vontade para estudar, o melhor é sempre delegar esta tarefa a um gestor profissional. O mais importante é sempre diversificar entre as classes de ativos. Dessa forma, é possível ter todo o patrimônio alocado em fundos, mesclando entre produtos de renda fixa, variável e multimercados, além de uma parcela de alocação no exterior..


2. Definindo o percentual a ser investido. Como sempre defendemos, o ideal é que você sempre divida o seu portfólio em “caixinhas”, com estratégias diferentes para cada objetivo que tiver (veja nossos artigos sobre a Teoria das 8 Caixas). Você pode ter fundos de renda fixa DI para a fatia de maior liquidez e fundos de ações para objetivos de longo prazo, por exemplo. O que defini o risco a ser assumido será o seu momento de vida, bem como a sua propensão a ter um portfólio mais arrojado/agressivo.


3. Escolhendo um fundo de investimento. Nesta escolha é importante escolher produtos que não tenham alta correlação. Explicamos: que sejam produtos que tenham características bem distintas e se comportem de forma diferente nos movimentos dos mercados e entre si. Assim, no caso de uma correlação positiva, quando um ativo sobe, o outro tende a subir também. Na correlação negativa, na hipótese de subida de um ativo, o outro tende a apresentar queda. Assim, você deve sempre investir em produtos que sejam o menos correlacionado possível. Uma boa estratégia para comparar produtos semelhantes é analisar o gráfico com o nível histórico de volatilidade dos fundos e também com uma comparação com o nível da oscilação do Ibovespa ou do Índice de Hedge Funds Anbima (IHFA), que mede o desempenho dos multimercados de gestão ativa.


4. As estratégias do fundo a ser investido. Quando analisamos um fundo, a Lâmina se tonar o primeiro documento a ser lido, pois com ela é possível encontrar informações como público-alvo (a quem é destinado o fundo), objetivos, política de investimentos e risco, que dão uma dimensão da proposta do veículo e da estratégia da casa. Além disso, ainda que rentabilidade passada não seja garantia de performance futura, observar o histórico do gestor é importante para entender a consistência do fundo e a rentabilidade em momentos de crise. E, ainda, a leitura das cartas mensais e semestrais auxílio muito o investidor a ter uma ideia de como pensa a asset, bem como onde os gestores estão posicionados e o que esperam para o futuro.


5. A quantidade ideal de fundos no seu portfolio. Nunca devemos esquecer que a palavra chave nos investimentos é diversificação. Contudo, se em demasia, ela pode prejudicar o desempenho de um portfólio, sob o risco de concentração das estratégias. A nossa preferência é sempre por um número reduzido de fundos para cada classe. Para o investidor que deseja ter exposições menores a um número maior de produtos, uma alternativa são os fundos de fundos (FOFs), em que o gestor consegue acessar produtos fechados para novos investimentos e nos quais não há penalização de tributação ao fazer a troca de posições dentro da carteira, pois nas realocações de investimento dentro do fundo de fundos não há cobrança de Imposto de Renda.


6. Exposição internacional. Em razão do cenário ainda muito incerto por causa da pandemia de coronavírus e das dificuldades fiscais do governo, verifica-se ser fundamental ter uma parcela do portfólio alocada no exterior, seja por meio de fundos com exposição internacional, seja por ETFs ou Brazilian Depositary Receipt (BDRs). Ressaltamos que a alocação vai depender da estratégia do investidor e do perfil de risco, mas é possível ter posição internacional em todas as classes, desde renda fixa a ações. O investidor vai ter que optar por investimentos com hedge (proteção), sem exposição ao dólar, ou com desempenhos atrelados à moeda americana. Por fim, a nosso ver, quando se trata de um portfólio arrojado, uma posição de 5% a 10% pode ser adequada para neste sentido.


Faça como nossos clientes Persas: com determinação e disciplina, as suas conquistas financeiras serão alcançadas!


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