• Persa Planejamento Financeiro

OS COMPONENTES ENVOLVIDOS NO PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Atualizado: 1 de mar. de 2021

A PLANEJAR (www.planejar.org.br) define que “O planejamento financeiro compreensivo é o processo de desenvolvimento de estratégias para auxiliar o cliente a gerenciar os seus assuntos financeiros para atingir os seus objetivos de vida, integrando os seis componentes do planejamento financeiro.”

Assim, o Financial Planning Standards Board (FPSB) classifica o planejamento financeiro em 6 (seis) componentes, quais sejam:

1. Gestão financeira,

2. Gestão de ativos,

3. Gestão de risco,

4. Planejamento tributário,

5. Planejamento de aposentadoria,

6. Planejamento sucessório;

e


7. Aspectos psicológicos e comportamentais (novo)

Por definição mais atual, esses são os componentes do planejamento financeiro:

1. Gestão financeira

Neste componente são desenvolvidas as estratégias para que o cliente alcance seu equilíbrio financeiro, tais como: diminuição de custos, evitar dívidas, dentre outros).

Na gestão financeira é analisada todas as receitas e despesas do cliente, bem como as possibilidades de investimentos.

E neste componente é realizado também um rigoroso controle e monitoramento do orçamento mensal e anual do cliente a fim de lhe garantir o seu equilíbrio financeiro.

A gestão financeira é o início de todas as análises e, sem a sua avaliação cuidados, os demais componentes poderão ficar prejudicados. Uma boa gestão financeira é extremamente fundamental para que a sustentabilidade e o bem-estar sejam atingidos e mantidos durante todo o ciclo de vida.

O orçamento é o instrumento fundamental para o controle financeiro e gestão do fluxo de caixa, pois ele nos auxilia no entendimento da situação financeira do cliente. Além do orçamento, a administração do fluxo de caixa é outro importante instrumento da gestão financeira, e sua boa administração minimizará as possíveis incongruências entre as datas das entradas e saídas de recursos.

A avaliação do balanço patrimonial do cliente é outro ponto de extrema importância para a boa gestão financeira, pois nesta avaliação será possível verificar as características dos ativos e passivos, e se elas estão bem adequadas ao planejamento financeiro, buscando sempre otimização dessas posições.

2. Gestão de ativos

Na gestão de ativos o planejador financeiro auxiliará seu cliente a buscar a alocação que seja a mais adequada para o patrimônio de seu cliente. Conforme o perfil de risco, metas e objetivos do cliente, o planejador visa maximizar o retorno e minimizar os riscos, para melhor avaliação de sua carteira.

Para que o cliente possa investir seus recursos, é necessário que, antes, o mesmo desenvolva capacidade de poupar/investir para acumular reservas. Dessa forma, podemos afirmar que a gestão de ativos é componente complementar e anda junto com a gestão financeira. São dois passos extremamente importantes e correlacionados: o cliente precisa acumular reservas e rentabilizar essas reservas.

Neste componente as palavras que de ordem são: preservação, rentabilização e otimização do patrimônio do cliente, levando-se em conta o risco, o retorno, a liquidez e a diversificação de seus ativos.

3. Gestão de risco

Nesta gestão o planejador financeiro auxiliará o seu cliente a identificar os riscos a que se sujeita, bem como apresentar os custos subjacentes de proteção (estratégias de proteção).

Dessa forma, o cliente deverá escolher quais são os riscos que realmente quer assumir e aquelas que deseja terceirizar.

Neste componente, o planejador identificará os seguros que o cliente tem, bem como se as respectivas coberturas encontram-se em conformidade com as seus correspondentes necessidades.

A gestão de risco é muito mais ampla e envolve muitos outros aspectos, além da carteira de investimentos do cliente. O que temos observado é que a maioria das pessoas não tem a menor consciência dos riscos que correm.

Assim, podemos definir gestão de risco como um conjunto de diagnósticos, avaliação, cuidados e prevenção à exposição do cliente aos riscos, desde o mais provável de acontecer até o de acontecimento remoto, objetivando elaborar ações que previnam e/ou eliminem seus impactos em relação à vida financeira do cliente e seu bem estar.

4. Planejamento tributário

No planejamento tributário o planejador objetivará analisar e elaborar estratégias legais visando diminuir o impacto dos impostos sobre o patrimônio de seu cliente.

O planejamento tributário é vital, essencial, para um excelente planejamento financeiro; é, ainda, a racionalização e otimização da estrutura tributária, visando menor incidência de tributos sobre a renda e sobre o patrimônio no decorrer do ciclo de vida do cliente.

5. Planejamento de aposentadoria

Neste componente o planejador financeiro identificará junto ao seu cliente qual o valor mensal que ele desejaria ter para pagar todos seus custos quando optar por se aposentar.

Em linhas gerais, para se obter o valor de investimento que será necessário aportar mensalmente, deve-se abater da diferença de quanto o cliente possui atualmente do quanto ele precisará complementar.

Planejar a aposentadoria evitará diversos problemas financeiros futuros.

Planejar a fase pós-aposentadoria é vital para todos! Trata-se da criação da capacidade financeira para o cliente suportar a longevidade – pós-aposentadoria – que consiga arcar com todas as suas necessidades financeiras numa fase em que não seja mais gerada renda recorrente do trabalho.

6. Planejamento sucessório

O planejamento sucessório é um processo que trata dos impostos e da morte na gestão das finanças pessoais. Ele é relacionado com a segurança para os familiares do seu cliente para divisão dos bens entre os herdeiros, testamento, e impostos quando da transferência dos bens do falecido.

Trata-se da preservação, continuidade e/ou distribuição do patrimônio alcançado, tendo em vista objetivos, restrições, conflitos, riscos e a família do cliente.

7. Aspectos psicológicos e comportamentais

Neste componente, o lado financeiro fica de lado, e o planejador financeiro trabalho a forma como o cliente e sua família lidam o dinheiro, pois cada um tem sua história e seu jeito de administrar sua vida e tomas decisões, em especial as de cunho financeiro.

O planejador financeiro precisa entender e respeitar os aspectos psicológicos e comportamentais de seu cliente, pois caso contrário não conseguirá exercer seu papel transformador que é o de ampliar horizontes criando estratégias que visem fazer o seu cliente alcançar suas meta e objetivos de vida.




26 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo